28 de outubro de 2008

Repititivo Rock n' roll Cigarristico

Por que elas cantam, e cantam e cantam...
E de tanto ouvi-las, consigo distinguir três músicas diferentes em três ritmos - elas arrasam no rock n' roll. Principalmente quando alguém passa embaixo da árvore em que elas estão.

E se elas ao menos tivessem noção de que quando escurece, todo mundo deve fazer o máximo de silêncio possível - obrigatoriamente depois das 22:00hrs, mais precisamente. Mas não. Elas param de cantar 01:00h da manhã e reiniciam tudo de novo as 5:00hs - no horário de verão.

Sente só o drama:

Entre os insetos, as cigarras são as únicas que produzem o som estridente que todos conhecem. Algumas das espécies maiores conseguem atingir os 120 decibéis com facilidade, enquanto outras menores realizam a proeza de alcançar uma sonoridade tão aguda que seu canto simplesmente não é percebido pelo ouvido humano, embora cachorros e outros animais possam chegar a uivar de dor por causa dele. Até mesmo as cigarras se protegem contra o volume intenso de seu próprio canto. Tanto o macho como a fêmea dessa espécie de insetos possuem um par de grandes membranas que funcionam como orelhas. Elas são os tímpanos, conectados ao órgão auditivo por um pequeno tendão que reage quando o macho canta, dobrando-os para que o som alto não lhes provoque danos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cigarra

E alguém me diz por favor, quando é que a época do canto dessas malditas acabam!

P.S.: E não sei quanto a você, mas eu odeio o canto delas e me recuso a acreditar que alguém goste.
Ou não...

P.S. 2: Olha a paranóia, mas olha que cigarra linda!

26 de outubro de 2008

Tenho um monte - Sim!, eu disse um monte - de textos legais pra postar...
Mas sem tempo pra fazê-lo. Já que isso me implicarar ter que edit-a-los [porque eu sempre edito].

E também, preguiça. Já que a falta do tempo cansa. E quando a gente tem tempo, a gente só quer descansar e curtir a preguiça...

=]

Então: é só pra dizer que eu não abandonei o blog, mesmo...

16 de outubro de 2008

O Casamento (II parte)

Quando saiu de dentro da limusine, a primeira coisa em que pensou foi: "Quem será que está pagando este casamento caríssimo?"

Thiago devia valer muito a pena para ela fazer aquela loucura. Ele devia ser muito bonito e um milionário para compremeter sua liberdade de ser dona do seu nariz.

- Mas ainda sim, como eu vim parar aqui dentro desse vestido?

- Ora, querida, não quer mesmo que eu te conte, né? E olha que eu nem estava lá pra lhe ver se vestindo.

- Papai! Pára de fazer piadinhas. Isso é sério. Eu não quero me casar.

- Você só está nervosa meu bem. E muito linda! A noiva mais linda que já vi em toda minha vida.

Lisa forçou um sorriso. Uma senhora muito elegante veio até ela com um buquê nas mãos e lhe entregou-o. Lisa o pegou mecanicamente. Ainda havia tempo para fugir. Ou simplesmente diria "não". "Não reverendo. Eu me nego a me casar com um homem que eu não conheço."

- Vamos meu bem. A música já foi iniciada.

Lisa saiu do seu estado de transe e segurou no braço do pai e lentamente, subiu as escadas sentindo os pés pisando cada degrau. Seu coração batia acelerado.

Ao passar pelo saguão de entrada, sentiu o estômago pesar. Centenas de pessoas olhavam para ela. Muitas, nem sequer conhecia. Todos sorriam para ela. Alguns cochichavam coisas nos ouvidos de outros. Lisa olhou pra frente. Não conseguia reconhecer o homem que a esperava com um sorriso na face.

- Meu bem, sorria! - Disse-lhe seu pai, baixinho, para que ninguém mais, apenas ela escutasse.

Mas Lisa não conseguiu. Queria chorar. Chorar e sair correndo...

Cada passo até aquele homem, foi sofrido. Chegara até ali rápido demais - mas queria que tivesse levado uma eternidade para isto.

- Lisa, como você está linda, meu anjo! - O homem desconhecido disse a olhando nos olhos e lhe beijando a maçã do rosto.

- Th-hiago, né?! Desculpa, mas eu nem sei quem é você.

- Não se preocupe meu bem, você terá uma vida para descobrir - respondeu-lhe tranquilamente.

Eles se voltaram para frente e o reverendo deu continuidade a cerimônia.

"O que ele quis dizer com Não se preocupe? Lisa, se preocupou ainda mais. Porque no fundo, sabia que não era aminésia pré-casamento. Sabia que realmente, não o conhecia.

6 de outubro de 2008

O Casamento

[Escrito originalmente em 08 de janeiro de 2008]

Graciosos raios de sol que entravam pelas brechas da cortina na janela a despertaram. Ela despreguiçou gostoso e ficou pensando no dia que teria pela frente. Precisava ir ao banco, pagar algumas contas, contratar uma nova diarista e outra passadeira. Também precisava terminar os relatórios do trabalho. Havia muita coisa pra se fazer naquele dia. Uma imensa vontade de continuar na cama a invadiu.

Mas espera um pouco... que dia era aquele? Ela não conseguia se lembrar.

Terça, quarta... talvez quinta. Setembro, outubro? Não. Maio. Mas porquê maio? 12 de maio. O que é que tinha aquela data? E porque não sabia que dia era hoje? Tanto faz. Ligaria a tv ou o rádio e logo saberia.

- Olá minha filha! Minha princesa. - Sua mãe adentrou pela porta lhe dando o maior susto. O que ela fazia ali?

- O que você tá fazendo aqui?

- Bom dia pra você também, meu amor... Agora se levante, temos muita coisa pra fazer. Primeiro temos que preparar sua maquiagem, seu cabelo. O meu Deus, minha linda! Sua pele está um pouco manchada. E esse cabelo. Lisa, que cabelo mais horrível, desidratado. Você anda muito relaxada, hein?! E logo hoje? Levanta, anda! Bora, bora...

- Me arrumar pra quê? Que que eu tenho? Pra que tudo isso? E o que é que você está fazendo aqui?

- Não estou pra brincadeiras Lisa. Levanta! Paolo... Paolo, pode entrar.

Um homem um tanto afeminado entrou com duas malas de mão nas mãos, seguido por uma equipe do que pareceu...

- Cabelereiros???? Pra quê...

- Muito prazer, senhorita Lisa. Eu sou Paolo e esta é minha ma-ra-vi-lho-sa equipe. Não se preocupe. Faremos de você a noiva mais linda que alguém possa ter visto.

- Noiva!!!! Que história é essa? Que brincadeira mais sem graça...

- Sente-se aqui por favor. Rapazes e Meninas, hora de começar.

Rapidamente, todos, uma equipe de 7 pessoas abriram suas maletas e retirama tesouras, lixas, secadores, toalhas e objetos que não pareciam ter fim.

Lisa se sentiu perdida no meio daquilo tudo. Uma verdadeira marionete... Noiva? Como assim?

- Ah, Mila! Milinha... Graças à Deus você chegou. - Ela interrompeu o trabalho de tantas mãos em seus cabelos, unhas e rosto, se levantando para um abraço desesperado em sua amiga. - Já volto pessoal - disse para as pessoas com escova, picéis de blush e esmalte nas mãos. Pegou em uma das mãos da amiga, a levou para dentro do banheiro e fechou a porta atrás de si - o que é tudo isso? Que história é essa de noiva? Eu vou casar?

- Como assim? Lisa, você bebeu ou perdeu a memória?

- Mila? Me diz que eu não estou noiva? Por favor?

- Lisa, olha isso aqui na sua mão direita. Daqui algumas horas, vai ter uma mais grosa e mais linda do que essa na sua outra mão. Minha nossa! Você tá bem?

- E eu vou casar com quem, pelo amor de Deus?

- Com o Thiago! Lisa, você está mal mesmo, nhein... ou se esqueceu dele também?

- Mas quem é Thiago?

- Como assim? Lisa, vai fazer um ano que vocês estão noivos!

- Não, Mila, tá tudo errado! Eu não amo esse cara, eu não quero me casar com ele. Eu não conheço ela, eu...

- Mas você tem uma festa enorme pra daqui a três horas. Lisa, não dá pra cancelar tudo. E você vai acabar com a vida do Thiago.

- E se eu chegar a entrar em um vestido, eu vou acabar com a minha vida! E como é que minha mãe conseguiu a chave do meu apartamento?

- Você deu uma chave pra ela ontem. Lisa, acho que você precisa de um médico.

- Eu preciso saber quem é ele.

- Lisa, casa e depois você conversa com ele, tudo bem?

- Filha! - Ouviu-se a voz da mãe de Lisa do outro lado da porta. - O vestido já chegou, meu bem. Ande logo.

- Isso tudo é uma loucura.

Os raios de sol já não estavam mais graciosos, já não importavam mais as contas a pagar e não havia mais preguiça. Não haveria independência. Como ela poderia se casar se nunca quis isso pra si. Noiva? Quem era Thiago? Lisa queria saber como se meteu naquela confusão. Agora, ela já sabia que dia era. O dia de seu casamento...

[continua...]

Bilhete aos Leitores

[que são pucos, mas são]

Faz duas semanas que eu tento postar algum texto que eu já tenho escrito, mas sempre dá erro no blog. Então, tenhamos paciência todos nós que uma hora sai alguma coisa interessante aqui.

Se bem que a música, aí em baixo, é realmente muito mais do que interessante - pelo menos pra mim...

1 de outubro de 2008

Pra ser sincero

 Engenheiros do Havaii - Pra ser sincero (Live)

[Pra escutar no volume máximo]

Pra ser sincero eu não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos

Pra ser sincero eu não espero que você
Minta
Não se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo

Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos

Pra ser sincero eu não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crimes sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos

Pra ser sincero não espero que você
Me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma ao diabo

Um dia desses
Num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre
Talvez a gente encontre explicação

Um dia desses
Num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga
Pra ser sincero, prazer em vê-la
Até mais (até mais)

Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos