Essa foi minha crônica. Gostei tanto que guardei pra postar aqui.
Prédios Velhos
Prédios velhos rodeados por grama e terra, salas quentes, chove-se muito dentro, idéias a flor da pele e uma imensidão de mundo desconhecido. O popular se torna assim: desconhecido. O conhecido, o velho conhecido, se torna novo.
A vida aflora com idéias sobre uma nova educação. Sobre o preconceito e as diversas visões de diversas culturas.
Tantas diferenças reunidas dentro de um espaço que é sempre igual. Igual fisicamente. Porque quem o frequenta, se torna outro ser aos poucos.
Muda as idéias, muda a rotina, muda as amizades, muda os valores.
Se assimila cultura, se absorve ensino, se doa o que foi aprendido.
E o velho eu, se faz novo.
Porque o velho eu, se renova na lágrima e no sorriso encontrado diariamente a cada dia – ou noite – dentro desses prédios velhos.
Prédios velhos tombados como Patrimônios Culturais da Humanidade, mas que não sabe que o melhor patrimônio – e o maior, também – é o sentimento que permanece, o sentimento de amizade.
Marcas que se levará para a vida inteira. Impressões que ficarão.
Como alguém me disse: momentâneo. Sim. Mas que pode ser eterno.
Afinal, esses momentos é que estão construindo boa parte de uma vida vivida nesses velhos prédios, envoltos por uma grama verde no verão e amarela na inverno.
Dedicada a vocês, que sabem quem são e que, sem os quais, a UnB não teria a menor graça...


