29 de outubro de 2009

E independente...

E independente da situação,
Independente do frio, da fome
E até da solidão.
Independe do riso, da alegria contida
Ou exuberada.
Independente da chuva que cai
Ou da noite estrelada.

Independente de você, de mim
Ou dele.
Independente de quem sofre
Ou de quem nada em felicidades.
Independente de quem morre
Ou de quem nasce.

Independente da cor, da tempestade
Ou do trabalhoso suor.
Independente do que você sente
Se é prazer ou dó.
E independente de quem seja
E em que planeta , pela vida peleja:

O SOL continua brilhando
Pra todos!
E o TEMPO continua passando.


[escrito em 18/10/2009]
fresquinho, fresquinho...

E como diria Renato Russo e a Legião Urbana: "Só não vê quem nâo quer!"

22 de outubro de 2009



Eu tenho que confessar! Que depois de breves namoros, longos namoros, longos relacionamentos abertos, pequenos relacionamentos [...] e um bom tempo solteira desde o último namoro de verdade: eu quero sair da mesmice e achar logo um alguém pra chamar de meu.

Egoísta? Nem tô ligando, só quero saber onde acho um.



20 de outubro de 2009

E ela seguia. Vestida de calça e blazer social e uma mochila. Havaianas nos pés. Uma monografia segura em suas mãos, com algumas apostilas dentro. Também havia nas mãos um par de sandálias de salto alto.


E ela seguia assim, sob olhares. Olhares que estranhavam a mochila, as havaianas e os saltos nas mãos. Principalmente os saltos nas mãos.

15 de outubro de 2009

Por horas... por anos...

Ele abriu os olhos, ainda pesados do sono e a encarou: “Bonita!”. Mas tão comum como as tantas outras belezas que via nas ruas. Já não era diferente ou especial. Apenas comum.

“Talvez tenha acabado...”, pensou ele.

Voltou a fechar os olhos e virou-se para o outro lado, recebendo os braços dela, lhe envolvendo delicadamente.

E assim permaneceram. Pelas próximas horas. Assim permaneceram pelos próximos anos.


[dezembro de 2008]


6 de outubro de 2009

5 e um pequeno Tributo

Desde pequena me pergunto:
Por que o 5?
Sempre gostei – ou melhor (!)
Tive obsessão por esse simpático número
Fosse ele acompanhado ou puríssimo de outros companheiros
Sempre o achei mágico, divertido.
Às vezes me perguntava se era pelo 25.
Por que 25?
25 foi o dia em que nasci.
Mas não é o 25 em si.
É o 5.
Os anos se passaram e eu cresci com esse misterioso gosto pelo 5.
E continuo...
Gosto mais de quintetos do que de trios e quartetos.
5 é início de uma animada galera.
É mais fantástico falar 5 línguas.
E olha só: 5 é dia de pagamento.
Mas 5 também era o número do meu porto seguro.
Era. Éramos 5!
Diminuímos.
Passamos a ser 4, e depois menos 1...
3!
3... Nunca me simpatizei com este.
É número burguês,
É pequeno, não é número de família.
É número de coleguismo.
3 me causa dor, causa angústia.
Gera uma raiva cega
Que não se destina a ninguém.
Nem mesmo a 3.
3 não demonstra afeto
Mas passa agora a ter que ter.
Tem que ter força também.
Muita!
Porque 3 é número de luta.
E é sob essa condição que tenho que achar novos rumos
Novo chão.
Fixar nele a idéia nova de porto seguro.
Mas e o 5?
5 será sempre a minha família.
O meu eterno amor.
Número de pura alegria.

[Tributo a minha mãe e ao meu irmão caçula. Mas também ao meu pai e ao meu irmão mais velho. Porque são eles que compõe o meu 5]
[Escrito em 5 de outubro de 2009, em dias de doloroso luto]